Home M DE MÚSICA João Couto: “O meu disco não pede licença para entrar”.

João Couto: “O meu disco não pede licença para entrar”.

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Não fosse um disco de Rui Veloso e João Couto podia ter-se tornado arquitecto ou engenheiro – mas foi o pai do rock português que mudou, para sempre, a sua vida.

 

Entra na imagem um Corolla vermelho, importante para narrar a história de João Couto. Foi no carro dos pais que ouviu, pela primeira vez, O Melhor de Rui Veloso – 20 Anos Depois, o disco que o fez descobrir a música e compreender que seria essa a sua companhia para a vida. Desde criança, tímido, além dos livros, era na música que encontrava o refúgio perfeito, à medida que se deixava embrenhar por clássicos como Beatles ou Bruce Springsteen mas também por nomes nacionais como Miguel Araújo ou Samuel Úria. Estudou guitarra e piano, passou por bandas de garagem e tocou para muitas salas vazias. Até que Corolla, o carro, dá o mote para “Corolla”, a canção, aquela que o fez acreditar que era capaz de traduzir em música as imagens que lhe atravessavam a mente. Em 2015, entra na fila do casting do Porto para a 6ª edição de Ídolos, programa que havia de vencer, em Agosto desse ano, tornando-se sucessor de Diogo Piçarra. Numa espécie de passagem de testemunho, apresenta-se logo de seguida com “Chama Por Mim”, assinada por Piçarra e que se torna fenómeno de sucesso, a ponto de servir para banda-sonora de casamentos. Foi com “Chama Por Mim” que se ouviu, pela primeira vez, na rádio – como se um ciclo se fechasse, a sua voz surgiu depois de “O Prometido É Devido”, de Rui Veloso. Sem pressas, demorou mais de dois anos a preparar o seu primeiro disco: quis fazer um corpo de trabalho do qual se orgulhasse e que reflectisse não só quem é mas também as suas influências. Chamou-lhe Carta Aberta porque é o perfeito cartão de apresentação para alguém que sabe aquilo que quer fazer – e a marca que quer deixar.

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