Home M DE MÚSICA Blind Zero: “As canções ultrapassam-nos”

Blind Zero: “As canções ultrapassam-nos”

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A 29 de Janeiro de 1994, cinco (quase) desconhecidos reúnem-se numa sala de ensaios, no Porto. Saem de lá com uma canção e a certeza de que tinham vivido algo único. 25 anos depois, os Blind Zero ainda são assim.

Nada o faria prever: duas bandas, nascidas em cada uma das margens do Rio Douro, juntam-se numa cave, de um complexo de salas onde borbulhava a criatividade da Invicta. As expectativas eram poucas mas a certeza, no final dessa tarde de Inverno, tornou-se absoluta – quando aqueles que se tinham inscrito como Banda 114 se descobrem com a sua primeira canção concluída. “Keeping Wonder” havia de integrar Trigger, o álbum de estreia dos Blind Zero, publicado um ano depois dessa tarde inesquecível.

Havia várias certezas: a certeza de que se tinha vivido um momento mágico, a certeza de que queriam dar, aquele instante, uma continuidade, a certeza de que a sua alma, personalidade e vida passariam por aqui. Assim nasceram os Blind Zero e, 25 anos e oito álbuns de estúdio depois, assim se mantêm os Blind Zero.

São um nome incontornável no panorama rock português e deixaram a sua marca cravada na história nacional – a primeira banda a vencer o Termómetro Unplugged, a primeira banda a alcançar um disco de Ouro com um álbum cantado em inglês, a primeira banda a arrecadar o Best Portuguese Act, da MTV, e a primeira, também, a gravar um DVD dessa cadeia televisiva. No entanto, o sucesso nunca toldou a perspectiva de que, antes de mais nada, e acima de tudo, o mais importante eram as canções. Aquelas que falam mais alto do que os seus autores quando se tornam parte da vida de quem as ouve. Como Miguel Guedes afirma, as canções ultrapassam a banda mas é delas que é feita esta história. Passaram 25 anos mas a sede por fazer mais, por contar mais narrativas, por apresentar mais personagens está tão viva quanto nessa ida tarde de 1994.

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