Home M DE MÚSICA Sean Riley: “Significados além do óbvio”.

Sean Riley: “Significados além do óbvio”.

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Um homem e a sua voz. Um homem e as suas canções. Um homem e a sua guitarra acústica. Nada mais é necessário para a primeira aventura a solo de Sean Riley.

 

Quando pediu aos pais um teclado, como prenda de Natal, longe estaria de imaginar que a guitarra que recebeu seria o instrumento que lhe mudaria a vida. Não foi essa que levou para a Califórnia, quando se reuniu a The Legendary Tigerman no Rancho de la Luna – até porque essa não resistiu às aventuras punks de bandas de liceu como os Kotzen Musik (“vomitar música”, em alemão). A guitarra que Afonso levou para a Califórnia foi a sua primeira guitarra acústica, aquela onde nasceram as canções que viriam a dar origem a Farewell, o primeiro álbum de Sean Riley & The Slowriders, a banda que nasceu quando Bruno Simões, nos estúdios da Rádio Universidade de Coimbra, ouviu os primeiros sinais da sua estreia a solo. Na altura, Afonso tinha desistido de tentar formar bandas: uma década mais tarde, e depois de esse primeiro álbum ter voltado a ser adiado em 2012 e, novamente, quando à criação de Keep Razors Sharp sucedeu o quarto disco de Slowriders, eis que Sean Riley se apresenta a solo. Chamou ao longa-duração California, o estado americano onde embarcou numa road-trip com Paulo Furtado, depois de ter participado nas gravações de Misfit. São canções (aparentemente) simples mas que revelam o constante jogo entre luzes e sombras que fazem parte da existência humana. Afonso Rodrigues pode não ter mudado o mundo com o Direito mas Sean Riley tem vindo a mudar muitos mundos com as suas canções. Não há muito mais que se possa pedir.

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