Home M DE MÚSICA Tiago Bettencourt: “Confiar nos instintos”.

Tiago Bettencourt: “Confiar nos instintos”.

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Não é habitual uma banda encerrar o seu percurso quando se encontra no auge da sua popularidade mas, mais de uma década depois, o final dos Toranja foi o melhor que aconteceu a Tiago Bettencourt.

Subitamente, o país inteiro entoava “Carta”. O público adorava mas a imprensa era dura e suspeitava desta nova banda que trazia o português no cerne e entoava palavras de forma diferente. Tiago Bettencourt acabou por mostrar que, na verdade, todos estavam “enganados”. Com o sucesso dessa canção, o público não vislumbrava que, além daquela doçura, havia aqui uma alma rock, que acabou por ser desvendada quando os álbuns a solo se foram sucedendo, desde 2007, com O Jardim. Ao fim de 10 anos em nome próprio, editou uma mão cheia de discos e foi, passo a passo, tornando-se um compositor mais versátil e aguçado. O acústico já se deixa mesclar pela electrónica, os arranjos trazem maior impacto, as palavras carregam novas cores. Já trabalhou com nomes tão distintos quanto Mário Laginha ou Orelha Negra, deu voz a Bowie e colaborou com Carminho ou HMB. Odeia aeroportos e andar de avião mas as suas canções são, elas próprias, pequenas viagens. Ao seu quinto registo a solo, chamou A Procura. Ele pode não procurar nada mas essa procura nunca cessa.

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