Home M DE MÚSICA Xutos & Pontapés: “Sem amizade, não estávamos aqui”.

Xutos & Pontapés: “Sem amizade, não estávamos aqui”.

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40 anos. 13 álbuns de originais. Músicos. Amigos. Família. Instituição. Tudo isto são os Xutos & Pontapés mas os Xutos & Pontapés são muito mais do que, apenas, isto.

São tratados pelo nome próprio: afinal de contas, basta dizer Xutos para todos terem uma imagem imediata. Pode ser o som de alguma das muitas canções que foram marcando a história da música portuguesa ao longo dos últimos 40 anos. Pode ser a memória de algum dos muitos concertos a que se assistiu. Pode ser a intensidade que sempre deram à sua arte e que, por isso mesmo, acabou por contagiar toda uma imensa nação. Ou pode ser um sorriso – como aqueles que sempre fizeram sentir que, na imensa família Xutos, todos têm um lugar à mesa.

Não há segredos para a longevidade de uma banda – como Zé Pedro afirmou na primeira entrevista levada a cabo pelo M de Música. A não ser a amizade: a mesma que Tim, agora, confessa ser o grande mote para a continuada existência dos Xutos. Foi essa amizade que fez com que Zé Pedro e Zé Leonel sonhassem criar uma banda, em 1978. Foi essa amizade que fez com que, em meia dúzia de minutos, debitassem uma mão cheia de canções no primeiro concerto, nos Alunos de Apolo, em Janeiro de 1979. Foi com amizade que continuaram a acreditar que a sua música podia levá-los mais longe, mesmo quando havia quem teimasse que o seu rock não tinha futuro. Em 40 anos, nem tudo foi fácil: se a segunda metade dos anos 80 lhes traz um sucesso meteórico, o arranque dos 1990 havia de colocar um ponto de interrogação no futuro do grupo – com o qual voltariam a ser confrontados quando os problemas de saúde de Zé Pedro surgem, pela primeira vez, em 2001. Nunca, nada, os fez parar – porque tiveram sempre a amizade como alicerce. E uma imensa vontade de continuar a tocar. Em 2017, Duro, o 13º álbum de originais dos Xutos, já era uma locomotiva em andamento quando o país ficou órfão de Zé Pedro. Até que se compreende que Zé Pedro continua “lá” e aqui: ainda é possível ouvir a sua guitarra no disco publicado em 2019 e o seu sonho continua tão presente quanto sempre. Eles chamam-se Xutos & Pontapés mas todos os tratam pelo primeiro nome: são os Xutos. É pelo primeiro nome que chamamos os amigos.

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