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AuRora é o regresso de Gisela João

AuRora é o regresso de Gisela João
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Novo álbum vai ser editado na Primavera

O terceiro longa-duração de Gisela João, que sucede a Nua, de 2016, vai chamar-se AuRora e tem data de edição agendada para a Primavera.

Gravado entre Lisboa e Barcelona, o disco será o primeiro composto, essencialmente, por canções originais da fadista, que partilha as letras com nomes como Capicua, Jorge Cruz ou Maro, e músicas com António Zambujo, Carlos Paredes ou Arlindo de Carvalho. A produção do álbum está entregue às artes de Michael League, o multi-instrumentista dos Snarky Puppy.

Segundo League, “para mim, AuRora é uma obra poderosa. Ser considerada uma das mais verdadeiras e genuínas cantoras de fado e fazer um álbum como este – que leva o género aos seus limites – requer coragem e determinação. Depois de conhecer a Gisela João, ao longo dos últimos três anos, posso dizer, sem qualquer dúvida, que tem estas duas características em abundância. Acho que poucas pessoas contestariam que a Gisela é fado (“fado é um sentimento, não um estilo” – disse-me quando começámos a trabalhar neste álbum) mas talvez não saibam que é também muitas outras coisas: é uma pessoa que corre riscos; destemida; tem uma intuição musical/emocional de fazer inveja a qualquer músico; é capaz de sentir, sem sombra de dúvida, quando algo está certo ou errado. O seu instinto guiou-nos do início ao fim do processo de gravação. Agora, Gisela João é também compositora. “Canção ao Coração” será lembrada como a primeira música que escreveu (em parceria com o pianista Justin Stanton). Começar a carreira de compositora com um trabalho como este, tão rico e bonito, é praticamente inédito e só podemos imaginar o que ainda está por vir. Aprendi ainda mais uma coisa sobre a Gisela durante o processo de gravação – não faz nada sem dar menos de 100%. Não existe um “modo de ensaio”, pedir-lhe que cantasse a meia-força, durante os ensaios, foi um exercício inútil porque a Gisela dá sempre tudo o que tem. Dizer que fui inspirado seria um eufemismo. Considero-me afortunado por ter feito parte de AuRora. Acho que o álbum capta a identidade da Gisela e aquilo que ama. Para mim, fazer álbuns, é isto”.

Foto: Estelle Valente

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