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Fotografias Francisco dos Capitão Fausto

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O olhar de Edgar Keats à conversa do M de Música com Capitão Fausto

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Muito mudou nos Capitão Fausto desde que, em 2011, se deram a conhecer com Gazela. Onde antes o rock estava na ponta da língua e marcado em refrães orelhudos, com Pesar O Sol o quinteto “recolheu-se” no Minho e expôs a sua pegada mais psicadélica. Para Capitão Fausto Têm os Dias Contados, porém, o colectivo trabalhou na sua sala de ensaios – a Hellvalade, como Francisco Ferreira apresentou –, em plena Lisboa. No entanto, as mudanças no terceiro capítulo não se ficam pela geografia: os Capitão Fausto, finalmente, estão a crescer. Que é como quem diz, acabaram as tarefas universitárias e procuram, em definitivo, viver da música. “É paradoxal: queremos ser adultos mas com muito poucas responsabilidades”, explica Francisco. Ainda assim, consideram-na “o seu emprego”. “A música é a coisa que nos dá mais prazer e nunca pensámos fazer outra coisa mas, se não a encararmos como um trabalho, não conseguimos fazer nada”. Isto porque, no caso dos Capitão Fausto, a inspiração criativa não vem num ápice. “Para chegarmos às canções que queremos, temos que estar todos os dias aqui, a insistir, a trabalhar, a pegar nos instrumentos. Não existe aquela coisa em que, de repente, bate um raio na cabeça, vem a música inteira, chegamos ao instrumento e já está. Existe imensa disciplina. Ao longo do tempo, fomos aprendendo isso. É um trabalho mas é o trabalho que dá mais gozo”.

Como muitos empregos em Portugal, viver da música é um desafio. Francisco confessa que “estamos quase profissionais – no sentido em que já acabámos as faculdades e estamos a dedicar o tempo inteiro a isto –, é a nossa profissão e todo o dinheiro que ganhamos vem disto mas ainda não é o suficiente para nos emanciparmos”.

Ana Ventura Ana Teresa Ventura trabalhou na Blitz durante dez anos e hoje podemos vê-la tanto em festivais de verão cobertos pela SIC, como na sua rubrica, M de Música do programa Mais Mulher, na SIC Mulher.

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